Operação Nota Fria apura desvio de R$ 2 mi no Mix Mateus
A Polícia Civil do Maranhão deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Nota Fria. A ação apura fraudes que teriam causado prejuízo superior a R$ 2 milhões ao Mix Mateus, atacadista do conglomerado liderado pelo empresário Ilson Mateus.
Os investigadores suspeitam de um esquema montado dentro da própria empresa. Ex-funcionários, entre eles um ex-gerente executivo, são apontados como responsáveis por desviar recursos e simular operações.

Foto: Reprodução / Marrapá
O que a Operação Nota Fria investiga
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos criaram empresas de fachada para simular serviços. A partir delas, emitiam notas fiscais fraudulentas e justificavam pagamentos indevidos. O esquema teria drenado mais de R$ 2 milhões do caixa do atacadista.
A investigação é conduzida pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado e pelo Centro de Recuperação de Ativos. Os dois setores atuam em conjunto para rastrear o dinheiro e identificar os beneficiários.
Mandados em quatro cidades
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Seis deles em Teresina, no Piauí. Outros dois em São Luís, um em São José de Ribamar e um em Bacabal.
A distribuição dos mandados indica que o suposto esquema ultrapassou a fronteira do Maranhão. Além disso, alcançou a capital piauiense, onde a maioria das diligências foi realizada.
Bloqueio de bens e o que foi apreendido
A operação também contempla o bloqueio de valores e medidas sobre veículos, imóveis e outros bens dos investigados. O objetivo é recuperar os recursos supostamente desviados.
Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, armas de fogo, relógios e notebooks. Também recolheram três carros, sendo um Corolla, um Cobalt e um BYD.
O caso se soma a outras apurações que envolvem o grupo varejista no Maranhão. Em setembro, o blog mostrou que o Grupo Mateus mantinha saídas de emergência lacradas em lojas de São Luís.
O que esperar daqui para frente
A Polícia Civil segue com a análise do material apreendido. A partir disso, deve indiciar ou arquivar a investigação contra os ex-funcionários citados.
Os investigados responderão por supostos crimes de fraude, associação criminosa e falsificação de documentos. As penas variam conforme o grau de participação de cada um. Nenhum dos citados se pronunciou até a publicação desta matéria.
Com informações do Marrapá.
O Ludovico



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