Apologia ao nazismo em Grajaú: PF assume investigação
A Polícia Civil identificou dois dos três homens investigados por apologia ao nazismo em Grajaú, no interior do Maranhão. A informação foi divulgada neste domingo (25) pelo delegado Assis Ramos, que afirmou, em vídeo, que as diligências continuam.
A investigação começou depois que uma fotografia registrada no sábado (24) passou a circular nas redes sociais. A imagem mostra três homens diante de uma viatura da Polícia Militar, durante uma manifestação de apoiadores do candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
As camisetas traziam uma montagem do ex-presidente Jair Bolsonaro com referências ao uniforme nazista, uma braçadeira com símbolo semelhante à suástica e a inscrição “Long Live Fascism”, que significa “vida longa ao fascismo”. Também apareciam o número 22 e a frase “Deus, Pátria e Família”.
O que a apologia ao nazismo em Grajaú tem de apurado até agora
Segundo o delegado Assis Ramos, os levantamentos preliminares indicam que os jovens não teriam dimensão do significado histórico e das implicações legais das imagens que exibiram. Ele ressaltou, no entanto, que o desconhecimento da lei não isenta ninguém da obrigação de cumpri-la.
A atuação dos policiais militares que aparecem na foto ao lado dos três homens também está sendo apurada. De acordo com o delegado, ainda não há elementos que permitam afirmar que houve prevaricação por parte dos agentes.
Caso foi encaminhado à Polícia Federal e ao TRE
O governador Carlos Brandão (MDB) informou que o episódio foi encaminhado à Polícia Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). “As imagens são revoltantes. Não podemos tolerar manifestações de apologia a ideologias responsáveis por tantas atrocidades”, declarou.
A apologia ao nazismo é crime no Brasil e está prevista na Lei 7.716/1989, que pune a veiculação de símbolos nazistas. O caso reacendeu o debate sobre a presença de grupos neonazistas em atos políticos no interior do estado.
O Maranhão já foi alvo de outras ações federais neste ano, como a operação da PF em uma fazenda ligada à família de um empresário investigado. A apuração de Grajaú, agora, corre em duas frentes: a polícia judiciária estadual e a esfera federal.
O delegado afirmou que as diligências seguem e que novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas. Com o encaminhamento, o caso passa a correr em duas frentes: a apuração da Polícia Civil e a análise da Polícia Federal, além do acompanhamento do TRE-MA.
Com informações de Gilberto Léda e Marrapá.
O Ludovico



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