TJMA adia julgamento de limites territoriais da Grande Ilha
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) adiou o julgamento sobre os limites territoriais da Grande Ilha, previsto para esta quarta-feira (4) no Órgão Especial. A sessão solene pelos 213 anos da corte ocupou a pauta e empurrou a análise para uma nova data, que ainda não foi marcada.
A ação discute os limites de Paço do Lumiar com São José de Ribamar e Raposa. O processo foi apresentado pela gestão do prefeito Fred Campos (PSB) e tem como relator o desembargador Cleones Cunha.
Os limites territoriais da Grande Ilha em disputa
O caso questiona duas leis estaduais de 2017. O Ministério Público defende a derrubada das normas por entender que houve mudança de limites sem consulta à população por plebiscito.
O Governo do Maranhão e a Assembleia Legislativa sustentam que as leis apenas atualizaram mapas que já existiam. São José de Ribamar contesta a ação, enquanto Raposa apoia a anulação da lei que trata do limite com Paço do Lumiar.
A Prefeitura de Paço do Lumiar afirma que as mudanças transferiram para os municípios vizinhos áreas com cerca de 40 mil moradores. Segundo o município, a perda estimada chega a R$ 37 milhões por ano.
As duas leis mudaram traçados definidos há décadas. Moradores de áreas atingidas alegam que a alteração foi feita sem debate com quem vive na região.
O que muda para os moradores
O desfecho interessa diretamente a quem vive na região metropolitana. A divisão de limites define de qual município é a responsabilidade sobre ruas, escolas e postos de saúde em bairros que cresceram na fronteira entre as cidades.
A Grande Ilha reúne São Luís e os municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Redefinir essas fronteiras mexe com a arrecadação e com o repasse de recursos calculados pela população de cada cidade.
Essa discussão já estava na pauta desta semana, quando o TJMA julgaria a disputa territorial em sessão do Órgão Especial.
O Órgão Especial reúne os desembargadores de maior patente do tribunal e julga as ações de maior impacto institucional. A nova data do julgamento deve ser divulgada pelo TJMA.
A definição dos limites também afeta a cobrança de taxas municipais e o planejamento de obras nas áreas de divisa entre as cidades.
Prefeituras dos três municípios acompanham o processo de perto, porque a decisão pode alterar a arrecadação e a área de atuação de cada uma.
Até lá, os limites atuais seguem valendo, o que mantém indefinida a situação de bairros disputados pelas prefeituras envolvidas.
Com informações do Marrapá.
Foto: Reprodução / Marrapá
O Ludovico



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