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Ao Cade, irmãos Batista revelam plano para entrada no setor de defesa

Ao Cade, irmãos Batista revelam plano para entrada no setor de defesa

Ao Cade, irmãos Batista revelam plano para entrada no setor de defesa

Ao Cade, irmãos Batista apresentam plano para ingressar no setor de defesa

Os irmãos Joesley e Wesley Batista informaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a compra da Avibras representa uma oportunidade de adentrar nos mercados brasileiros de defesa e aeroespacial. Embora o negócio tenha sido anunciado anteriormente, agora foi detalhado ao órgão antitruste, com um pedido para análise pelo rito sumário.

A transação será realizada pela Globe Investimentos, um escritório de investimentos familiar dos irmãos Batista que não faz parte formal da J&F. A compra envolve a Nova AVB, controladora da Avibras Aeroco, mas a transferência do controle está sujeita à aprovação do Cade e ao cumprimento das demais condições contratuais. O valor da operação não foi divulgado.

Na documentação enviada ao conselho, os compradores afirmam que a aquisição permitirá sua entrada nos segmentos de defesa nacional e aeroespacial, contribuindo para a reestruturação e fortalecimento dessas atividades no Brasil. Tanto a Globe quanto a Avibras solicitam que o caso siga o rito sumário, um procedimento simplificado utilizado em operações consideradas de menor complexidade concorrencial.

Os advogados das empresas defendem que o negócio é simples e não terá impacto significativo na concorrência, pois não há sobreposição horizontal nem integração vertical entre as atividades das partes envolvidas. Também destacam que nenhuma empresa da J&F detém uma participação igual ou superior a 10% em outra empresa brasileira relacionada aos mercados de defesa e aeroespacial abrangidos pela operação.

O interesse dos Batista está focado no aspecto tecnológico da Avibras. Entre os principais ativos estão o sistema de artilharia Astros, mísseis, foguetes, veículos especiais e soluções para o setor espacial civil, como propulsores e foguetes de treinamento. A fabricante é considerada estratégica pelo governo brasileiro e conta com tecnologias desenvolvidas internamente.

A ligação de Joesley com a Avibras precede a aquisição. O empresário participou de uma captação de R$ 300 milhões junto a investidores brasileiros para viabilizar a retomada das operações da fábrica, após cerca de três anos de paralisação. O montante corresponde ao total captado pela empresa, não refletindo o investimento individual de Joesley ou o valor pago pela aquisição.

A Avibras retomou a produção neste ano, após enfrentar uma longa crise financeira e entrar em recuperação judicial em 2022. Com a transação submetida ao Cade, os Batista buscam a autorização final para concluir a compra e efetivar sua entrada em um segmento que engloba alguns dos principais sistemas militares fabricados no Brasil.