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Campanha de Flávio Bolsonaro no MA: ato será dia 21

Campanha de Flávio Bolsonaro no MA: ato será dia 21

Campanha de Flávio Bolsonaro no MA: ato será dia 21

A campanha de Flávio Bolsonaro no Maranhão ganhou data e endereço. O senador e candidato do PL à Presidência fará um ato no estado no dia 21, ao lado do deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira. O evento foi batizado de Bloquinho do 22 e será realizado na Praça Maria Aragão, em São Luís, a partir das 18h22.

O anúncio ocorre a menos de duas semanas do segundo turno. No mesmo período, a campanha de Lula no Maranhão continua sem a confirmação de uma visita do presidente. A coordenação petista no estado chegou a manifestar expectativa de um ato com o presidenciável, mas a leitura predominante entre aliados é de que isso não vai acontecer.

A disputa no estado entrou na reta final com os dois campos em ritmos diferentes. De um lado, a estrutura do PL aposta em um evento de rua para marcar presença. Do outro, o campo governista ainda tenta organizar o palanque depois de um primeiro turno marcado por divisões internas.

Flávio Bolsonaro fará campanha no Maranhão com a direita estadual

Quem puxa a articulação do ato é o senador eleito Lahésio Bonfim, do Novo. Ele tem assumido a linha de frente da campanha de Flávio no estado. Ao lado dele, atuam nomes conhecidos do campo conservador maranhense, como a deputada federal eleita Mariana Carvalho, do PL.

Também integram o grupo o líder da União da Direita Maranhense, Felipe Arnon, e a vereadora de São Luís Flávia Berthier. A escolha da Praça Maria Aragão não é casual. O local tem tradição em atos políticos na capital e costuma concentrar grande público em períodos eleitorais.

O Bloquinho do 22 é a aposta da campanha para mobilizar o eleitorado jovem. O horário escolhido, 18h22, repete a referência numérica usada pelo bolsonarismo em atos anteriores. A ideia é transformar o encontro em uma demonstração de força no estado, com transmissão pelas redes sociais e participação de influenciadores digitais.

Lula tende a repetir ausência e não vir ao Maranhão

Do outro lado, a campanha de Lula no Maranhão segue sem a presença do próprio candidato. O presidente do PT, Edinho Silva, já se comprometeu a agendar um ato no estado. Até agora, no entanto, nenhuma data foi confirmada oficialmente pela coordenação nacional.

A avaliação de aliados é de que o petista pode evitar o desgaste de uma visita em um estado onde o campo governista segue dividido. No primeiro turno, Lula teve no Maranhão a sua maior perda proporcional em relação a 2022. O índice caiu de 68,84% para 63,91%, uma queda de 4,94 pontos percentuais.

A Bahia aparece logo em seguida nesse ranking, com recuo de 3,68 pontos. Os números ajudam a explicar a cautela da coordenação nacional. Por isso, cresceu entre os aliados a leitura de que o presidente não passará pelo constrangimento de um palanque esvaziado no estado.

Racha na base pressiona Carlos Brandão no segundo turno

O racha na base lulista no Maranhão marcou o primeiro turno e continua aberto. As campanhas de Orleans Brandão, do MDB, e de Felipe Camarão, do PT, disputaram espaço dentro do mesmo campo. Como resultado, a unidade saiu fragilizada para a etapa final.

Neste segundo turno, a pressão recai sobre o governador Carlos Brandão. Aliados cobram que ele declare apoio a Flávio Bolsonaro, o que aprofundaria a divisão interna, conforme noticiou o cenário já registrado no estado. Até o momento, o governador não sinalizou publicamente uma posição.

A definição de Brandão interessa aos dois lados. Um gesto em direção a Flávio reforçaria a campanha do PL no estado. A neutralidade, por outro lado, manteria o campo progressista unido em torno de Lula, ainda que sem entusiasmo nas ruas.

O que esperar do ato na Praça Maria Aragão

O ato do dia 21 deve medir a temperatura da disputa no estado. A presença de Nikolas Ferreira indica a aposta na mobilização digital e no público mais jovem. A campanha espera repetir o modelo de eventos que ganharam força nas redes sociais ao longo do ano.

Para o campo petista, o cenário exige atenção redobrada. A ausência de Lula pode reduzir o ritmo da campanha no estado. Por outro lado, o racha interno do grupo governista também limita o alcance de uma ofensiva mais agressiva contra o adversário.

A disputa no Maranhão segue em aberto. O ato do PL no dia 21 será o primeiro grande teste público do segundo turno no estado. A resposta do eleitorado maranhense deve sair das urnas em duas semanas, quando o estado volta às urnas para definir o próximo presidente.

Com informações do Blog do Clodoaldo Corrêa.

O Ludovico

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