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Crédito para agricultura familiar no Maranhão cresce 12,74%

Crédito para agricultura familiar no Maranhão cresce 12,74%

Crédito para agricultura familiar no Maranhão cresce 12,74%

O crédito para agricultura familiar no Maranhão cresceu 12,74% em um ano e alcançou R$ 1,87 bilhão. Os recursos saíram do Pronaf e chegaram aos pequenos produtores entre agosto de 2025 e julho de 2026. Os dados do Banco Central reúnem operações de instituições públicas e privadas.

O resultado, assim, confirma a força do segmento no campo maranhense. A agricultura familiar, afinal, responde por parcela relevante da produção de alimentos do estado. O avanço do financiamento, portanto, indica mais recursos para custeio, investimento e estruturação das propriedades.

Crédito para agricultura familiar no Maranhão cresce 12,74%Foto: Reprodução / Maranhão Hoje

Crédito para agricultura familiar no Maranhão avança com Pronaf

A linha principal do programa nacional somou R$ 1,87 bilhão no ciclo encerrado em julho. No período anterior, o montante chegou a R$ 1,66 bilhão. A alta, por sua vez, reforça o papel dos pequenos produtores na economia rural do estado.

Com o avanço, a agricultura familiar passou a representar 29,82% de todo o crédito rural concedido no Maranhão. O percentual indica uma participação central do segmento na movimentação de recursos. Para Marcos Barbosa, consultor de negócios agro da Central Sicredi Nordeste, os números dimensionam esse peso.

“Os números mostram que a agricultura familiar tem uma participação central no crédito rural do Maranhão”, afirma o especialista. Ele completa que o crescimento do Pronaf amplia os recursos para custeio, investimento e estruturação da atividade produtiva.

O Pronaf existe desde 1996 e atende agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais. As taxas de juros são menores que as do mercado convencional. Essa combinação, na prática, amplia o acesso ao dinheiro para quem produz em pequena escala.

Crédito rural total recua, mas Pronaf cresce

No total geral do estado, o crédito rural somou R$ 6,29 bilhões no período. O valor representa um recuo de 29,62% na comparação com o ciclo anterior. Naquele intervalo, o montante chegou a R$ 8,93 bilhões. A queda veio principalmente da linha de Financiamento Sem Vínculo a Programa Específico.

Essa linha caiu 42,96% e passou de R$ 6,02 bilhões para R$ 3,43 bilhões. Em contrapartida, o Pronaf avançou e sustentou a relevância da agricultura familiar. Barbosa observa que o crédito financia etapas diferentes da produção.

“O crédito rural não representa apenas o recurso disponibilizado, mas a possibilidade de financiar etapas diferentes da produção”, diz. Para ele, as linhas mostram demanda tanto pela atividade produtiva quanto pela aquisição de terra e armazenagem.

O especialista destaca que cada linha atende uma necessidade específica do produtor. Um agricultor pode financiar a safra em uma operação. No ciclo seguinte, ele busca recursos para ampliar a estrutura da propriedade. Esse movimento, portanto, explica parte do crescimento observado.

Crédito fundiário dispara no estado

Fora do Pronaf, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF/FTRA) chamou atenção. Os recursos saltaram de R$ 3,89 milhões para R$ 31,02 milhões até julho de 2026. A linha financia o acesso à terra e a estruturação de propriedades rurais.

O salto de quase oito vezes reflete a busca dos produtores por regularização e expansão. O apoio chega em um momento de crescimento da demanda por crédito no campo. Terras adquiridas com o programa podem receber investimentos em infraestrutura e produção.

Cooperativas ampliam crédito rural no Maranhão

O Sicredi é a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Para o Plano Safra 2026/2027, a cooperativa prevê disponibilizar R$ 72,1 bilhões aos produtores. Serão cerca de 340 mil operações, número 4,4% maior que o ciclo anterior. Naquele período, o valor liberado chegou a R$ 69 bilhões.

No Maranhão, a carteira de crédito rural do Sicredi saltou de R$ 90,36 milhões em dezembro de 2024. Em julho de 2026, o montante alcançou R$ 127,47 milhões. O crescimento, assim, chegou a 41% no período. Pequenos e médios produtores concentram 88% das operações previstas pela instituição.

A cooperativa também reserva R$ 13,3 bilhões para a agricultura familiar. Outros R$ 14,6 bilhões ficam destinados a produtores de médio porte. Além do crédito, o apoio inclui consórcios para máquinas, seguros rurais e meios de pagamento. A instituição soma, ainda, uma carteira agro total de R$ 121 bilhões no país.

“Quando o recurso chega ao produtor, ele movimenta toda uma cadeia econômica”, afirma Marcos Barbosa. A renda gerada no campo contribui para a permanência das famílias na atividade rural. O crédito fortalece, ainda, a produção de alimentos e a segurança alimentar.

O que esperar do crédito rural no estado

O avanço do Pronaf indica uma tendência de ampliação dos recursos para pequenos produtores. O crédito fundiário e o cooperativismo devem seguir como vetores de crescimento. Projetos como o que libera a venda de alimentos artesanais da agricultura familiar caminham na mesma direção.

O crédito agrícola segue como ferramenta para a produção de alimentos e a segurança alimentar. Os números do Banco Central mostram um setor em movimento. A expectativa é que o próximo ciclo mantenha o ritmo de crescimento do Pronaf.

Os resultados do estado, aliás, acompanham um cenário nacional de expansão do segmento. Entre as instituições privadas, o Sicredi lidera a concessão de crédito rural no país. Para o Maranhão, esse fluxo de recursos pode representar novas oportunidades no campo.

Com informações do Maranhão Hoje

O Ludovico

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