Mesa Diretora de São Luís: eleição será em 1º de outubro
O presidente da Câmara de São Luís, Paulo Victor (PSB), convocou oficialmente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. A votação ocorre à 0h01 do dia 1º de outubro, no Plenário Simão Estácio da Silveira. Dois vereadores já aparecem como pré-candidatos à presidência da Casa: Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União Brasil).
O edital de convocação nº 0003/2026 saiu na manhã da última terça-feira (25) e movimentou os bastidores do Legislativo municipal. A convocação atende ao Regimento Interno da Câmara, que exige a escolha da nova Mesa na reta final do mandato atual. O pleito define os nove cargos da direção da Casa, que comandam os trabalhos legislativos pelos próximos dois anos: presidente, três vice-presidentes e cinco secretários.
Paulo Victor convoca eleição com prazo definido
A convocação segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal na ADI 7733, que considerou inconstitucional a eleição antecipada das Mesas Diretoras. A Câmara de São Luís ajustou a Lei Orgânica e o Regimento Interno a essa orientação, o que permitiu marcar o pleito para outubro. Assim, a escolha acontece dentro do último ano do mandato atual, sem antecipações contestadas pela Justiça. A votação foi marcada com 38 dias de antecedência, conforme a convocação publicada pelo presidente da Casa.
O calendário deixa pouco espaço para improviso. As chapas interessadas precisam formalizar a inscrição até as 23h31 do dia 30 de setembro, na Primeira Secretaria da Câmara, conforme o edital divulgado pelo O Imparcial. A votação ocorre apenas meia hora depois da meia-noite do dia 1º de outubro, em sessão no Plenário Simão Estácio da Silveira.
Beto Castro aposta na continuidade
Beto Castro, do Avante, desponta como o nome da situação na disputa. Vereador reeleito em 2024 com 3.683 votos, ele construiu a articulação ao longo de 2025 e mantém trânsito entre diferentes legendas. Em abril daquele ano, promoveu um almoço na casa do vereador Marlon Botão (PSB) que reuniu nomes como Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Penha (PDT), Andrey Monteiro (PV), Thyago Freitas (PRD), Edson Gaguinho (PP), representantes do Coletivo Nós (PT), Fábio Filho (Podemos) e Daniel Oliveira.
O encontro sinalizou uma base ampla, que atravessa partidos da base e da oposição. Aliado de Paulo Victor, Beto Castro conta com o apoio do atual presidente para consolidar a candidatura. Sua experiência na Casa e a proximidade com o Executivo municipal pesam a favor da chapa da situação.
Marquinhos tenta unificar a oposição
Marquinhos, do União Brasil, representa a via alternativa na corrida pela presidência. O vereador tenta unificar parlamentares insatisfeitos com a gestão atual e busca atrair dissidentes de diferentes partidos. Sua estratégia passa por montar uma chapa que reúna Republicanos, PP, PDT e até mesmo vereadores do PSB descontentes.
O União Brasil aparece como o maior partido da Câmara em número de filiados, o que dá estrutura à candidatura. No entanto, a legenda não tem hegemonia para eleger o presidente sozinha, e Marquinhos depende de acordos amplos. Caso consiga ampliar a base, ele pode levar a disputa para o segundo turno político ou vencer já no primeiro escrutínio.
Disputa define rumos do Legislativo municipal
A eleição da Mesa Diretora vai além da escolha de um nome. O vencedor define a agenda legislativa dos próximos dois anos, a relação da Câmara com a Prefeitura e a distribuição de emendas e comissões. Por isso, os 31 vereadores serão cortejados pelos dois lados até a véspera da votação.
Paulo Victor, que preside a Casa desde o início de 2025, não deve buscar a recondução e tende a apoiar abertamente Beto Castro. O presidente, aliás, viu o Tribunal Regional Eleitoral arquivar um inquérito contra ele, como mostrou o O Ludovico. Sua influência sobre os demais parlamentares pode ser decisiva na escolha da nova Mesa.
O voto é secreto, e dissidências não estão descartadas. Cada vereador vota em chapa completa, e vence a lista que obtiver a maioria dos votos válidos. Não há possibilidade de composição híbrida entre as chapas concorrentes, o que torna a articulação prévia ainda mais importante.
Prazos apertados marcam a reta final
O rito deixa pouco espaço para mudanças de última hora. As chapas têm até as 23h31 do dia 30 de setembro para protocolar a inscrição na Primeira Secretaria, e a votação acontece logo em seguida. Os grupos precisam anunciar vices e secretários até o prazo final, equilibrando as forças partidárias na composição.
A eleição deve observar as determinações do Regimento Interno da Câmara Municipal de São Luís, como prevê o próprio edital. O pleito exige quórum mínimo de maioria absoluta dos 31 vereadores para validar a escolha da nova Mesa. Esse requisito reforça a importância da articulação política nas próximas semanas.
Nos bastidores, a expectativa é de que ambas as chapas sejam oficializadas nas próximas semanas. Beto Castro e Marquinhos devem apresentar nomes que fortaleçam suas candidaturas e atraiam vereadores indecisos. A corrida promete movimentar o cenário político de São Luís até o dia 1º de outubro, quando a Câmara define quem comanda a Casa no biênio 2027-2028. A definição da Mesa Diretora também sinaliza o desenho das alianças para o próximo ciclo eleitoral na capital maranhense.
Foto: Fabrício Cunha / O Imparcial
Com informações de O Imparcial
O Ludovico



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