Flávio Bolsonaro está “desesperado” com caso Master, diz ministro de Lula
José Guimarães, ministro das Relações Institucionais. Foto: Reprodução
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), chamou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “vassalo” dos Estados Unidos nesta quinta-feira (16), após o senador e pré-candidato à Presidência culpar o presidente Lula (PT) pela tarifa de 25% anunciada pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.
Em nota, Guimarães acusou Flávio de atuar contra interesses nacionais. “Flávio Bolsonaro é um traidor da pátria, que conspira contra o seu próprio país. Em vez de defender o pix, a economia nacional, os empregos e os trabalhadores brasileiros, prefere atuar como vassalo dos interesses econômicos dos EUA no Brasil”, disse o ministro.
Ele também relacionou as críticas do senador ao escândalo do Banco Master e a supostas ligações de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “As declarações de Flávio Bolsonaro culpando o presidente Lula pelo tarifaço revelam o seu desespero com o escândalo do Banco Master e suas ligações com Daniel Vorcaro e com Sicário”, afirmou.
Na quarta-feira (15), o site ICL Notícias revelou uma foto em que Flávio aparece ao lado de Luiz Phillip Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, identificado como chefe da milícia privada de Vorcaro. Ele citou o caso ao dizer que o senador e sua família “têm se comportado como lobistas de negócios dos Estados Unidos no Brasil”.
Flávio Bolsonaro ao lado de Luiz Phillip Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Foto: Divulgação
O governo dos Estados Unidos confirmou na noite de quarta-feira (15) que vai taxar produtos brasileiros em 25% a partir de 22 de julho. A medida saiu após investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA, que acusa o Brasil de adotar “práticas desleais” contra empresas e exportadores norte-americanos.
Entre os pontos citados pelo governo norte-americano está o Pix, sistema de pagamento criado pelo Banco Central. Para os Estados Unidos, provedores de serviços de pagamento eletrônico do país sofrem prejuízo porque o sistema brasileiro funciona gratuitamente para os usuários.
Guimarães ainda mencionou o que chamou de “cronograma de traição à pátria” ao citar ações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo. O ministro incluiu nesse conjunto incentivos e comemorações à primeira rodada de taxações contra o Brasil, no ano passado, além da obstrução de canais de diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano.
O documento que oficializa a nova taxação traz uma lista de isenções. Entre os produtos que ficarão fora da cobrança aparecem café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros itens.


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