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Futebol maranhense nas urnas: só 1 se elege

Futebol maranhense nas urnas: só 1 se elege

Futebol maranhense nas urnas: só 1 se elege

As eleições de 4 de outubro foram duras para quem vem do futebol maranhense nas urnas. Dos candidatos ligados aos clubes do estado, apenas um conseguiu vaga. O chamado esporte das multidões, que já elegeu deputados, vereadores e prefeitos no Maranhão, ficou longe do resultado de outros anos.

Desta vez, os poucos candidatos que tinham o apoio das torcidas terminaram bem distantes de uma cadeira nos parlamentos. Para quem acompanha a política esportiva do estado, o recado das urnas foi claro.

O futebol já foi uma vitrine para quem queria votos no Maranhão. Candidatos ligados a clubes usavam a torcida como base eleitoral. Em 2026, essa conta não fechou em quase nenhum caso.

Só Mariana Carvalho se elegeu

A única vitória veio com Mariana Carvalho (PL), ex-diretora de marketing do Imperatriz entre 2017 e 2020. Ela recebeu 113.228 votos e garantiu uma cadeira na Câmara Federal. O resultado destoa do restante do grupo.

O contraste é grande. Enquanto isso, nomes que tinham trânsito nos principais clubes da capital não repetiram o desempenho de eleições passadas. O futebol maranhense, que já foi uma boa porta de entrada para a política, perdeu força neste pleito.

Mariana Carvalho veio de um clube do interior do estado. O Imperatriz tem tradição no futebol maranhense e já disputou competições nacionais. A ligação com a equipe ajudou a construir o nome dela na política.

Futebol maranhense nas urnas: os votos de cada candidato

O presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Maranhão (SAPFEMA), Raimundinho Lopes, tentou a Câmara Federal pelo PSB. Ex-meia com passagens por Sampaio, Moto e Maranhão, ele recebeu apenas 955 votos. O número ficou muito abaixo do que ele esperava.

Raimundinho conhece bem o dia a dia dos atletas do estado. Ele lidera a entidade que representa os jogadores profissionais do Maranhão. Mesmo com esse trânsito, o eleitor não o levou ao parlamento federal.

A jornalista e apresentadora Erika Palley também disputou a Câmara Federal. Ela recebeu 1.761 votos, mesmo depois de buscar apoio de todas as torcidas. A cobertura esportiva, que dá visibilidade a quem trabalha com futebol, não se converteu em votos.

Somados, os candidatos ligados ao futebol do estado ficaram longe das primeiras colocações. O futebol do estado já elegeu nomes de peso em anos anteriores. Nesta eleição, porém, a ligação com os clubes não virou voto, como já indicava o cenário antes do pleito.

Yglésio e Jota Pinto ficam fora da Assembleia

O deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) não se reelegeu. Ex-presidente do Moto Club entre 2022 e 2023, ele recebeu 39.675 votos. Os torcedores reconheceram que ele deixou o Centro de Treinamento reformado e com boa estrutura. Ainda assim, o trabalho no clube não bastou.

Jota Pinto, também deputado estadual e ex-presidente do Moto, tentou a reeleição pelo Republicanos. Ele recebeu 28.377 votos e não conseguiu voltar ao Legislativo estadual.

Os dois comandaram a eleição do Moto Club, um dos clubes de maior torcida do estado. A passagem pela direção do time, no entanto, não se converteu em votos suficientes para garantir a reeleição.

O Moto Club tem a segunda maior torcida do Maranhão. Mesmo assim, a identificação com o time não se traduziu em apoio nas urnas para os dois ex-dirigentes. O voto do torcedor nem sempre segue a camisa.

O que a derrota diz sobre a força do futebol

O resultado mostra que o vínculo com os clubes tem limite. O torcedor vota por muitos motivos, e a identificação com um time nem sempre pesa na urna. Foi assim em 2026.

Para os desportistas ligados aos clubes maranhenses, o recado é de reorganização. Sem maioria nas casas legislativas, a pauta do esporte perde força na defesa de recursos e projetos. O caminho agora é costurar alianças com quem venceu.

A eleição também mostra que o eleitor separa o dirigente do candidato. Gostar de um time não significa apoiar quem o administrou. Essa distância ficou evidente no resultado das urnas.

A única eleita, Mariana Carvalho, veio de um clube do interior, o Imperatriz. Ela mostra que ainda há espaço para quem trabalha com o esporte nas campanhas. O segredo, dizem analistas, é não depender só da torcida.

Para os clubes, o cenário também pesa. Dirigentes gostam de ter voz no Legislativo para defender repasses e projetos. Sem representantes eleitos, essa defesa fica mais difícil. A eleição deste ano mexeu, portanto, com os bastidores do futebol local.

Com informações do portal O Imparcial. Foto: Reprodução / O Imparcial.

O Ludovico

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