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MPMA investiga desmatamento em São Pedro da Água Branca

MPMA investiga desmatamento em São Pedro da Água Branca

MPMA investiga desmatamento em São Pedro da Água Branca

MPMA investiga desmatamento em São Pedro da Água Branca

O Ministério Público do Maranhão instaurou um procedimento para apurar a destruição de 118 hectares de floresta nativa em São Pedro da Água Branca. A investigação do MPMA tem como base uma autuação do Ibama que aplicou multa de R$ 595 mil pelo desmatamento ilegal. O caso envolve a Fazenda Califórnia, propriedade nos municípios de São Pedro da Água Branca e Vila Nova dos Martírios.

Segundo o MPMA, a área desmatada fica no bioma Amazônico. O Ibama identificou a destruição por meio de análise multitemporal de imagens de satélite. O órgão ambiental usou imagens do Sentinel-2 entre julho de 2019 e outubro de 2023. Nesse período, a vegetação nativa sumiu sem autorização da autoridade competente.

MPMA investiga desmatamento em São Pedro da Água Branca — imagem de satélite mostra devastação na Amazônia
Imagem: Jesse Allen e Robert Simmon / NASA (domínio público)

O que diz a autuação do Ibama

A autuação do Ibama ocorreu em 9 de julho de 2024 contra Giselle Cristina Gonçalves Oliveira, responsável pela propriedade. O relatório de fiscalização classificou a conduta como intencional. Além disso, o Ibama destacou o potencial de consequências graves para o meio ambiente e para a saúde pública. Por isso, o órgão aplicou multa de R$ 595 mil e determinou o embargo imediato da área.

O promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro responde pela Promotoria de Justiça da Comarca de São Pedro da Água Branca. Ele destaca que a extensão da área destruída afasta a possibilidade de tratar o caso como de pequena relevância. No entanto, a investigação ainda está em fase inicial.

O MPMA afirma que precisa aprofundar a apuração. A extensão exata do dano, a situação atual da propriedade e a capacidade econômica da responsável ainda estão em análise. Além disso, o Ministério Público quer saber quais medidas poderão adotar para recuperar a área degradada.

Próximos passos da apuração

O procedimento começou como Notícia de Fato nº 005286-509/2024. Depois, ele se converteu na Portaria nº 19/2026-PJSPB. A portaria saiu no Diário Eletrônico do MPMA no dia 4 de setembro de 2026. Assim, a investigação agora tem caráter oficial e segue os trâmites legais para responsabilização civil e criminal.

O Ministério Público pretende avaliar medidas nas esferas civil e criminal. O objetivo busca a reparação integral do dano ambiental. A ideia responsabiliza todos os envolvidos conforme os elementos identificados na investigação. Portanto, a ação pode resultar em uma ação civil pública por danos ambientais. Ela pode incluir pedido de indenização e recuperação da floresta.

O desmatamento ilegal na Amazônia maranhense é um problema recorrente. Dados do Ibama mostram que o estado figura entre os que mais perdem cobertura vegetal na região amazônica. Por isso, ações como esta do MPMA são fundamentais para coibir práticas criminosas. Elas também ajudam a garantir a preservação do bioma.

Impacto ambiental e social

A destruição de 118 hectares de floresta nativa representa um prejuízo significativo para o ecossistema local. Cada hectare desmatado na Amazônia impacta a biodiversidade, o regime de chuvas e a qualidade do ar. A região de São Pedro da Água Branca fica perto de áreas de preservação permanente. Além disso, recursos hídricos que abastecem comunidades inteiras estão na área afetada.

O caso também levanta questões sobre a fiscalização ambiental no Maranhão. O Ibama identificou o desmatamento por satélite. No entanto, a demora entre a constatação em imagens de 2019 e a autuação em 2024 mostra desafios na resposta do poder público. A tecnologia de monitoramento por satélite tem avançado. Contudo, a capacidade de ação em campo nem sempre acompanha o mesmo ritmo.

A multa de R$ 595 mil segue os parâmetros da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Por outro lado, especialistas apontam que o valor é baixo diante do dano causado. Cada hectare de floresta amazônica tem valor incalculável em serviços ecossistêmicos, como captura de carbono e regulação climática.

O MPMA busca aprofundar a investigação para determinar se o responsável cometeu reincidência. Além disso, o órgão quer saber se a área embargada continua em uso irregular. A Portaria de setembro de 2026 abre caminho para requisitar documentos, realizar vistorias e ouvir testemunhas.

Casos como este mostram a importância do Ministério Público na defesa do meio ambiente. A atuação do MPMA em parceria com o Ibama reforça a fiscalização de quem desmata ilegalmente. A expectativa é que o procedimento sirva de exemplo para coibir novas práticas criminosas na região.

A destruição da Amazônia maranhense não é um problema isolado. O estado perdeu milhares de hectares de floresta nos últimos anos para a expansão agropecuária e o desmatamento ilegal. A Justiça já determinou que o governo do Maranhão adote medidas contra a poluição do ar em São Luís. Isso mostra que a pressão do sistema judiciário é essencial para a proteção ambiental.

O imóvel rural onde ocorreu o desmatamento fica em zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado. Essa região é uma das mais pressionadas pela expansão agrícola no estado. A investigação do MPMA pode revelar se há outros casos semelhantes na mesma área.

Com informações do blog Domingos Costa e do Diário Eletrônico do MPMA

O Ludovico

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