Quem paga o custo das baterias? Discussão ressurge no Congresso| eixos
NESTA EDIÇÃO. Debate sobre divisão do custo do armazenamento é retomado com propostas na Câmara e no Senado.
Jabuti resgata proposta do Brasduto no Senado.
Preço do barril volta a subir; EUA prometem novos ataques à infraestrutura energética do Irã.
Proposta de regulação do acesso aos gasodutos do pré-sal inclui separação contábil de ativos e reforça a competência da ANP para atuar nas controvérsias.
Ainda não é assinante? Inscreva-se aqui
EDIÇÃO APRESENTADA POR:
Quem paga o custo das baterias? Discussão ressurge no Congresso Nacional
A divisão do custo de contratação do armazenamento de energia retornou ao Congresso Nacional na quarta-feira (15/7), com discussões na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
- O tema volta à tona com a proximidade dos primeiros leilões para contratar baterias no Brasil, previstos para dezembro.
- Hoje, o custo do armazenamento é arcado pelas geradoras de energia, mas há propostas para dividir os valores com os consumidores.
No caso da Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) apresentou o projeto de lei 3716/2026 na quarta (15/7).
- O texto tem o apoio de associações setoriais ligadas à geração de energia renovável, como Abeeólica e Absolar, além da entidade que representa o armazenamento, a Absae.
- Segundo as entidades, o atual rateio cria “uma assimetria regulatória incompatível com o princípio da neutralidade tecnológica” e gera insegurança jurídica para os leilões.
Já no Senado, o tema entrou no substitutivo ao Projeto de Lei 5017/2019, aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura, na terça (14/7).
O rateio dos custos no setor elétrico foi debatido no ano passado, a partir da MP da reforma do setor elétrico, sancionada com a Lei 15.269, de 2025.
- Vale lembrar que os consumidores já arcam com diversos custos do setor, por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que este ano vai ultrapassar os R$ 50 bilhões pela primeira vez.
Agora, a discussão ressurge conforme avançam os trâmites para os dois primeiros leilões de baterias.
- Na quarta (15), o Tribunal de Contas da União (TCU) também aprovou a abertura do processo de fiscalização do leilão.
- Além do rateio dos custos, ainda há questões importantes a serem definidas sobre os certames, como a possibilidade de participação de projetos localizados junto a usinas ou apenas baterias autônomas.
- O edital dos leilões está em elaboração pela Aneel e deve entrar em consulta pública entre o final de julho e o início de agosto. O prazo para o credenciamento dos empreendimentos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vai até o final de julho.
Subsídio para o GLP. A Câmara dos Deputados aprovou a MP que abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para o governo subsidiar a importação de gás liquefeito de petróleo, o “gás de botijão”.
- O subsídio foi adotado diante da alta dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
Subsídios também na Europa. O governo da Alemanha planeja um pacote de alívio nos custos de energia para empresas e consumidores no valor de 13,3 bilhões de euros (US$ 15,2 bilhões) em 2027, financiado com recursos do Fundo para o Clima e a Transformação (KTF, na sigla em alemão), informou o Ministério das Finanças. (Reuters/Valor)
Petróleo em alta. O Brent para setembro encerrou em alta de 0,26% (US$ 0,22), a US$ 84,95 o barril, na quarta (15), à medida que os investidores equilibram os desdobramentos da guerra no Oriente Médio com novos dados da economia dos EUA e os estoques semanais da commodity. A sessão foi marcada por volatilidade.
Acesso a gasodutos e UPGNs. A proposta da ANP para regulação do acesso aos gasodutos de escoamento e às unidades de processamento (UPGNs) extingue o direito de preferência dos proprietários 30 anos após o início de operação dos ativos.
- A minuta de resolução colocada em consulta pública pela ANP estabelece uma série de diretrizes para o acesso negociado e não discriminatório e reforça a competência da ANP para atuar de ofício nas controvérsias. Veja os principais pontos da proposta de regulação.
Transição na Índia. Segundo maior mercado consumidor de carvão para geração térmica, a Índia está entrando em uma nova fase na transição energética: da corrida por adição de capacidade renovável para a demanda por infraestruturas de transmissão e distribuição.
- No dia 6 de julho, às 11h46 (horário local), fontes de energia limpa atenderam a mais da metade da demanda de eletricidade do país pela primeira vez neste ano, relata o ClimaInfo.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/e/Y/v07whvSb2P2i39FuYkBw/55396159895-d35d958537-o.jpg)