Secretária de saúde de São Luís muda com crise na gestão
A Prefeitura de São Luís trocou o comando da saúde municipal. A prefeita Esmênia Miranda anunciou a advogada Flávia Raquel Fernandes Ribeiro como nova secretária de saúde de São Luís. A nomeação ocorreu depois da saída da médica Ana Carolina Mitri da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).
Flávia Raquel não é novata na máquina municipal. Ela chefiou a assessoria jurídica da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e também atuou no setor jurídico da própria Semus. De acordo com o Blog do Clodoaldo, a nova titular assume a pasta com a missão de recompor a credibilidade da secretaria.
A troca acontece em um momento delicado. A prefeita Esmênia Miranda chegou ao comando da capital depois que Eduardo Braide deixou o cargo para disputar o governo do Maranhão. Ele venceu a eleição em primeiro turno, e a então vice assumiu a gestão municipal.
A Semus responde por uma rede extensa. A secretaria administra unidades básicas, centros de especialidades, regulação de leitos e o atendimento de urgência e emergência. Portanto, qualquer troca no comando da pasta mexe direto com a rotina de milhares de moradores da capital.
O que pesou na troca da secretária de saúde de São Luís
Nos últimos meses, a pasta acumulou cobranças sobre o atendimento na rede pública e sobre a condução de contratos. O ponto mais sensível envolve a crise no Hospital da Criança e a contratação do Instituto Ibmed, alvo de questionamentos.
Até agora, as suspeitas não tiveram confirmação oficial dos órgãos de controle. Além disso, a prefeitura não detalhou publicamente os motivos da saída de Ana Carolina Mitri.
O desgaste na saúde da capital aparece em outras frentes. A rede municipal enfrenta pressão por consultas, exames e cirurgias, o que amplia a demanda por profissionais e por insumos. Há também cobrança por mais transparência na execução dos contratos.
O Hospital da Criança é uma das unidades mais sensíveis dessa rede. A unidade atende casos de média e alta complexidade e recebe pacientes da capital e de municípios vizinhos. Por isso, qualquer ruído sobre a gestão do hospital provoca reação imediata de famílias e de conselhos de saúde.
Na Câmara Municipal, a saúde é um dos temas mais recorrentes. Vereadores já cobraram informações sobre filas, contratos e obras em unidades. Com a nova titular, a expectativa é de um novo ciclo de requerimentos e audiências públicas.
Quem é a nova titular da Semus
Advogada de formação, Flávia Raquel Fernandes Ribeiro tem trajetória ligada ao direito público dentro da prefeitura. Na Semed, comandou a assessoria jurídica, função que exige acompanhamento de licitações, contratos e convênios.
A experiência jurídica pode pesar nesta nova etapa da Semus. A secretaria administra contratos de grande porte, com hospitais, clínicas e prestadores de serviço, além da compra de medicamentos e insumos.
Segundo o Blog do Clodoaldo, ela assume com o objetivo de recuperar a confiança na gestão da saúde. A aposta da prefeitura é dar mais previsibilidade aos serviços e reduzir o desgaste político da pasta.
A escolha de uma advogada para a saúde tem leitura própria. Em pastas com contratos complexos, o perfil jurídico costuma ser usado para reorganizar processos e documentos antes de novas licitações. É um sinal de que a prioridade imediata é arrumar a casa.
Reforço na secretaria adjunta
A troca não ficou restrita à titularidade. A prefeita Esmênia Miranda também nomeou a enfermeira Tayara Costa Pereira para a secretaria adjunta da Semus. Tayara já conhece a engrenagem da pasta, onde foi superintendente de Controle e Auditoria.
A escolha de uma enfermeira com passagem pela auditoria indica foco em fiscalização e organização interna. Ao mesmo tempo, a experiência assistencial tende a aproximar a gestão das equipes que atuam na ponta, em unidades de saúde e hospitais.
O que esperar da saúde municipal daqui para frente
A nova equipe herda uma agenda extensa. Entre as prioridades estão a regularização de contratos questionados, a ampliação do atendimento e a melhoria do fluxo de pacientes entre unidades básicas e hospitais.
A prefeitura também investe em ferramentas de aproximação com o cidadão. Em outubro, o município lançou o aplicativo São Luís On Line, voltado ao acesso a serviços municipais.
Portanto, a nova secretária deve ser convocada a apresentar planos e metas nos próximos meses. A oposição na Câmara Municipal promete cobrar explicações sobre a saúde, e o tema tende a voltar ao plenário.
Outro desafio é o financeiro. A saúde municipal depende de repasses federais e estaduais, além de recursos próprios. Atrasos ou quedas na arrecadação afetam direto a compra de medicamentos e a manutenção de contratos.
A gestão também precisa cuidar da comunicação. A troca em meio a cobranças exige explicação clara à população, sobretudo às famílias que dependem do Hospital da Criança e das unidades básicas.
Por ora, a troca sinaliza resposta política à pressão. A avaliação do desempenho de Flávia Raquel Fernandes Ribeiro virá com os números do atendimento e com a resposta da rede às demandas represadas.
Com informações do Blog do Clodoaldo.
O Ludovico



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