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Waldir Maranhão dispara contra brandonismo: “o povo foi esquecido em meio a acordos de bastidores”

Waldir Maranhão dispara contra brandonismo: “o povo foi esquecido em meio a acordos de bastidores”

Waldir Maranhão dispara contra brandonismo: “o povo foi esquecido em meio a acordos de bastidores”

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão, uma das figuras mais emblemáticas da política maranhense, acaba de abrir o jogo sobre o atual momento político do Estado. Em entrevista ao blog do jornalista Marco Aurélio d’Eça, ele não poupou críticas ao grupo político que comanda o Palácio dos Leões e classificou o cenário local como uma verdadeira “bagunça”.

Para Waldir, o problema central é o vácuo de poder deixado pela saída de Flávio Dino do comando do Estado. Eleito governador em 2014 com o apoio de uma ampla frente de partidos, Dino construiu uma hegemonia política que parecia sólida. Mas sua ida para o Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo presidente Lula, abriu um buraco na liderança progressista do Maranhão.

“Como então presidente do PP, ajudei a eleger Flávio Dino governador. Também participei de um dos momentos mais emblemáticos da política brasileira, que foi o impeachment da primeira presidente da República eleita de forma democrática, seguindo todos os passos que poderiam ser tomados contra os opositores da democracia”, recordou Waldir. “Agora, precisamos trabalhar para colocar o povo no governo do Maranhão novamente, porque o que está aí é um modelo de gestão que só faz acordos de bastidores e esquece os maranhenses.”

A declaração tem peso histórico. Waldir Maranhão foi protagonista na defesa do ex-presidente Lula e, em maio de 2016, no auge do processo de impeachment de Dilma Rousseff, colocou seu mandato e sua biografia na linha de frente ao assinar a anulação das sessões na Câmara. O gesto, embora tenha sido sufocado pela pressão institucional da época, é lembrado pela militância petista como um ato de coragem em defesa da democracia.

Ao expor as entranhas do atual cenário e cobrar uma gestão voltada ao povo, Waldir Maranhão mostra que não entra na disputa apenas como mais um nome na nominata do PT. Ele se apresenta como uma figura de peso, disposta a liderar a reorganização da base progressista maranhense.

O que Waldir Maranhão critica no brandonismo

As críticas do ex-deputado atingem diretamente o núcleo do chamado brandonismo, termo usado para designar o grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Segundo Waldir, o governo atual abandonou as bandeiras sociais que marcaram a gestão de Flávio Dino e passou a priorizar acordos de gabinete em detrimento das necessidades da população.

Ele aponta que o Estado, que já foi referência em políticas de redução da pobreza e inclusão social, hoje patina em indicadores básicos. “O Maranhão merece mais, merece mais nas cidades mais pobres com menor IDH, merece mais com um governo que olhe a falta de saneamento, água tratada, moradia digna. Merece um governo que saia da inércia”, afirmou.

A insatisfação de Waldir não é isolada. Nos bastidores, cresce o descontentamento de setores da esquerda maranhense com os rumos da gestão estadual. A alegação é de que o governo Brandão teria supostamente se distanciado das pautas populares para concentrar energia em articulações eleitoreiras de olho em 2026.

O cenário eleitoral de 2026 no Maranhão

Com as eleições gerais se aproximando, a fala de Waldir Maranhão acende um alerta no palácio. O ex-deputado não esconde a ambição de disputar uma vaga no Senado ou na Câmara Federal, e sua movimentação já preocupa aliados do governo. Afinal, ele carrega um capital político construído ao longo de décadas e tem trânsito tanto em Brasília quanto nas bases municipais do Maranhão.

A disputa promete ser acirrada. Enquanto o grupo de Brandão tenta se manter unido em torno de uma candidatura única ao Senado e à reeleição do governador, vozes dissidentes como a de Waldir Maranhão começam a ganhar espaço. A pergunta que fica é se o chamado brandonismo conseguirá segurar a onda de críticas internas ou se o cenário político maranhense caminha mesmo para uma recomposição de forças.

O que se sabe é que Waldir Maranhão não veio para ser coadjuvante. Sua entrada em cena recoloca no debate público a discussão sobre o legado de Flávio Dino e o futuro da esquerda no Maranhão. E, pelo tom das declarações, ele não pretende recuar.

Com informações de Marco Aurélio d’Eça

O Ludovico

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