Camarão e presidente do PT trocam farpas após derrota no MA
O vice-governador Felipe Camarão (PT) e a presidente estadual do partido, Patrícia Carlos, trocaram farpas nas redes sociais nesta segunda-feira (5). O embate veio dois dias depois de o petista terminar a disputa pelo governo do Maranhão em terceiro lugar, atrás de Eduardo Braide e Orleans Brandão.
O resultado das urnas também frustrou outra aposta do campo petista. A senadora Eliziane Gama (PT) ficou em um distante quinto lugar na corrida pela reeleição ao Senado. Os dois nomes eleitos para a Casa no estado foram André Fufuca e Lahesio Bonfim.
Racha no PT do Maranhão vem à tona
A discussão começou quando Camarão comemorou a eleição de aliados. Ele parabenizou os deputados federais Rubens Júnior e Márcio Jerry, além das estaduais Luanna e Cricielle. Em seguida, porém, atribuiu as vitórias às estruturas que sustentaram cada candidatura.
“Nenhum, repito, NENHUM foi graças ao partido, senão às máquinas que deram suporte. Porém, isso não apaga os méritos pessoais dos candidatos e das candidatas”, escreveu o vice-governador.
A fala atingiu em cheio a direção estadual da sigla. Patrícia Carlos reagiu no mesmo tom e defendeu o desempenho do PT e da Federação Brasil da Esperança no estado.
A mandatária ainda insinuou que setores do partido cobravam uma espécie de expurgo interno depois da derrota. “Se tivéssemos feito a Inquisição que queriam que a gente tivesse feito no PT, não teríamos Rubens e Márcio Jerry federais, nem Cricielle e Luanna estaduais. Bolha não elege ninguém!”, disparou.
O peso do racha para o PT no Maranhão
A troca de acusações expõe o tamanho da divisão interna do partido no estado. De um lado, lideranças ligadas ao Executivo estadual cobram uma autocrítica. Do outro, a direção estadual sustenta que a legenda resistiu bem em um ano adverso para a esquerda.
O episódio acontece em um momento decisivo. Camarão foi escalado para liderar a campanha de Lula no 2º turno no Maranhão. A missão é reconstruir a vantagem do presidente no estado, onde Flávio Bolsonaro cresceu em relação ao desempenho do pai em 2022.
Além disso, o racha pode pesar nas articulações para o comando da Assembleia Legislativa e na montagem das bancadas federal e estadual. Internamente, o PT avalia como dividir cargos e espaço em um cenário de renovação quase total do Legislativo maranhense.
Nos bastidores, dirigentes evitam falar em expulsões ou punições. A leitura predominante é de que o partido precisa de unidade para o segundo turno, mesmo com as feridas expostas nas redes sociais.
O que esperar daqui para frente é um esforço de contenção. As próximas semanas dirão se a disputa interna se resolve nos bastidores ou se vira um novo capítulo de desgaste público para o PT no Maranhão.
Com informações do portal Marrapá.
O Ludovico



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