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Maior retrospectiva do artista Vik Muniz fica em cartaz no CCBB Rio até setembro

Maior retrospectiva do artista Vik Muniz fica em cartaz no CCBB Rio até setembro

Maior retrospectiva do artista Vik Muniz fica em cartaz no CCBB Rio até setembro

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro do Rio de Janeiro, estreia a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu” nesta quarta-feira (20). Em cartaz até setembro, a maior e mais abrangente retrospectiva do artista plástico reúne mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até este ano. 

A exposição acrescenta aproximadamente vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões e novas edições. Cinco são obras totalmente inéditas, criadas pelo artista especialmente para o Rio de Janeiro. A mostra teve passagem pelo Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador.

Um dos destaques ficará na rotunda do CCBB, uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de um gigante pterossauro, intitulado “Tropeognathusmesembrinus” (2026), feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no incêndio em 2018. 

Da série “Museu de Cinzas”, a escultura inédita vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. 

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Pela primeira vez no Brasil, estará a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, na dimensão de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância. A escultura ficará instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo.

Obras em destaque

Com ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, Vik Muniz tem obras pertencentes às mais prestigiosas coleções mundo afora. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. 

O curador da exposição, Daniel Rangel, comenta que o conjunto da exposição no Rio “aproxima a produção de Vik do universo (pop)ular – seja pela utilização de elementos do cotidiano, pela forma como os organiza ou pelas imagens que produz. Uma amálgama de temas, cores e materiais que pode ser observada em feiras livres, nas ruas e calçadas, nos bairros e festas populares, nas gambiarras, nos filmes da televisão e na liberdade das composições.”  

Para esta mostra no CCBB Rio de Janeiro, foram restauradas as esculturas em bronze “Nuvem nuvem 1” e “Nuvem 2”, da série “Primeiros Trabalhos”, ambas de 1997, e a escultura “A coisa” (1989), série “Relicário”, em técnica mista. 

O artista também recriou seis esculturas, a partir de seus originais. Dois outros trabalhos que entraram na exposição são as esculturas “Capacete” (1989/2026) e “Fotografia histórica”, novas edições, 1989/2026, da série “Primeiros Trabalhos”. É destaque ainda “Família”, da série “Álbum”, um retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.

Além disso, a mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “Os Arquivos de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país.  

Serviço

Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu” 

Local: CCBB Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, nº 66, Centro) 

Horário: de quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.  

Em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro

Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura 

Créditos