Nova ponte do Estreito fica fora do Orçamento de 2027
A implosão da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, neste domingo (1º), recolocou no centro do debate um problema que a nuvem de poeira ainda não escondeu: de onde virá o dinheiro para erguer a nova estrutura. Segundo o blog Segunda Opinião, a proposta do Orçamento da União para 2027 não prevê recursos para a obra, estimada em R$ 180 milhões.
A informação foi levantada pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB). O parlamentar apontou que a nova travessia não aparece entre as prioridades orçamentárias do próximo ano. O mesmo alerta foi publicado pelo portal Suêlda Santos.
Por que a nova ponte é decisiva para o Maranhão
A BR-135 é o único acesso rodoviário à ilha de São Luís. Com a demolição da ponte antiga, todo o tráfego passou a se concentrar na estrutura remanescente, o que amplia o risco de congestionamentos, de acidentes e de prejuízos à mobilidade de quem entra e sai da capital.
O gargalo também trava o avanço da duplicação do acesso à capital, obra aguardada há anos por motoristas, caminhoneiros e pelo setor produtivo do estado.
Emendas e bancada: quem pode destravar o dinheiro
O Maranhão tem uma bancada de 18 deputados federais e três senadores no Congresso Nacional. Segundo o Segunda Opinião, esses parlamentares contam com cerca de R$ 600 milhões em emendas coletivas que poderiam ajudar a viabilizar o projeto.
A pergunta que fica é como a bancada vai agir. O problema de tráfego se agravou ao longo dos últimos anos e quase nada foi feito para evitar que a situação chegasse ao ponto atual, de ligação única e frágil entre a capital e o continente.
Obra já teve prazo e valor anunciados em setembro
Em setembro, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes anunciou que a nova ponte custaria R$ 176 milhões, com início das obras marcado para o dia 10 daquele mês. A diferença em relação aos R$ 180 milhões citados agora, somada à ausência de dotação no Orçamento de 2027, aumenta a dúvida sobre o cronograma real da obra.
Enquanto a nova travessia não sai do papel, o trânsito na BR-135 segue dependendo de uma estrutura única, sujeita a interdições e a manutenções emergenciais. A implosão de domingo resolveu um problema antigo de engenharia, mas transferiu a pressão para o caixa da União e para a articulação política da bancada maranhense.
Com informações do blog Segunda Opinião e do portal Suêlda Santos.
O Ludovico



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