ZPE de Bacabeira: R$ 23,2 bi e 10 mil empregos previstos
Três projetos aprovados para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira reúnem R$ 23,2 bilhões em investimentos previstos no Maranhão. O pacote inclui uma biorrefinaria de biomassa de bambu, uma unidade de hidrogênio verde e uma fábrica de ferro-esponja para a siderurgia sustentável.
A aprovação ocorreu no Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), em 25 de agosto de 2026. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os empreendimentos devem gerar 10 mil empregos diretos durante a implantação e outros 550 na fase de operação.
O que foi aprovado para a ZPE de Bacabeira
O maior investimento é da Hydrogen Decarbonization Alliance Steel, a Hydeas. A empresa planeja aplicar R$ 18,5 bilhões na produção de HBI Verde, o ferro-esponja, com uso de fontes renováveis de energia.
A 4Wood Biotech prevê R$ 2,7 bilhões para instalar uma biorrefinaria de bambu. O foco é a produção e a exportação de etanol de segunda geração e outros bioprodutos.
Já a H2X pretende investir R$ 2 bilhões na produção de hidrogênio verde incorporado ao e-metanol, combustível sintético usado em cadeias que buscam reduzir emissões de carbono.
Empregos e efeito na economia local
A etapa de implantação deve concentrar a maior demanda por mão de obra. A estimativa de 10 mil empregos diretos considera o conjunto dos três projetos e o tempo necessário para construir e preparar as unidades industriais.
Para Bacabeira, na Grande São Luís, o pacote pode mudar o mercado de trabalho, a procura por serviços e a participação do município nas exportações brasileiras. A contratação de trabalhadores e fornecedores da região deve alcançar cidades vizinhas.
Os projetos também se conectam à busca por alternativas produtivas de menor emissão de carbono. O conjunto combina biocombustíveis, hidrogênio verde e insumos para a siderurgia, áreas que ganharam espaço na agenda industrial do país.
Como funciona uma ZPE
A Zona de Processamento de Exportação é uma área com regime aduaneiro e tributário próprio, criada para estimular exportações. Empresas instaladas nessas zonas têm incentivos fiscais e precisam destinar boa parte da produção ao mercado externo.
No caso de Bacabeira, os três empreendimentos aprovados apontam para produtos de maior valor agregado. O hidrogênio verde, o e-metanol e o ferro-esponja são insumos ligados à transição energética e à indústria de baixa emissão.
O que observar daqui para frente
A previsão de investimentos ainda depende da instalação efetiva das plantas e da liberação de licenças ambientais no município. O ritmo das obras vai definir quando os empregos prometidos chegam à região.
A discussão sobre a industrialização do Maranhão já aparece em outras frentes, como mostra a movimentação em torno do polo petroquímico do estado. O governo estadual também tem defendido a parceria com o governo federal para atrair novos empreendimentos.
Com informações do Leonardo Cardoso.
O Ludovico



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