Companhias aéreas começam a sentir os efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã | Mundo
Com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã por mais de 50 dias, a circulação de navios transportando petróleo do Golfo Pérsico diminuiu, impactando a oferta global de combustível. Isso tem gerado preocupações em relação aos custos e disponibilidade de voos para turistas e viajantes a trabalho.
A Agência Internacional de Energia alertou que os países europeus correm o risco de ficar sem combustível para aviões em poucas semanas, o que levaria as companhias aéreas europeias e transportadoras que operam na Europa a reduzirem significativamente seus voos.
Diversas companhias aéreas já aumentaram as taxas de bagagem despachada ou adicionaram sobretaxas de combustível devido ao aumento significativo no preço global do combustível de aviação, que subiu de cerca de 99 dólares por barril no final de fevereiro para até 209 dólares por barril no início de abril.
A Air Canada anunciou na sexta-feira que irá suspender seu serviço para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque, de 1º de junho a 25 de outubro, visando reduzir seus custos com combustível.
Outras companhias aéreas, como United, Delta, Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific, estão reduzindo rotas, aumentando os preços das passagens ou planejando aumentá-los caso a guerra impeça a passagem de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
A decisão do Irã, anunciada no sábado, 18, de fechar novamente o estreito, somada à persistência do bloqueio norte-americano aos portos iranianos pelo presidente Donald Trump, aumenta a incerteza sobre a retomada da circulação de navios com petróleo do Golfo Pérsico.
Analistas afirmam que essa incerteza contribui para a pressão sobre os preços do combustível, afetando os planos das companhias aéreas e seus passageiros.

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