Maranhão é o 2º em queimadas na Amazônia, aponta INPE
O Maranhão registrou 3.398 focos de queimadas entre 1º e 25 de outubro de 2026. O estado ficou em segundo lugar na Amazônia Legal, atrás apenas do Pará, que somou 10.343 registros. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O levantamento integra o acompanhamento das políticas ambientais dos estados amazônicos. A leitura do INPE serve de base para o tribunal cobrar explicações sobre o avanço do fogo na reta final da estiagem.
Queimadas na Amazônia colocam o MA na segunda posição
Segundo os números apresentados ao STF, os focos de calor se concentram justamente nos dois estados que ocupam o topo da lista. O Pará lidera com folga e o Maranhão aparece na sequência.
O Amazonas vem depois, com aumento de 47 por cento nos registros em comparação com o mesmo período de 2025.
A medição por satélite identifica pontos de calor ativos. Por isso, o total de focos costuma subestimar a área realmente atingida pelo fogo, sobretudo em vegetação rasteira e em áreas de pastagem.
Dino dá dez dias para governos explicarem ações
O ministro Flávio Dino determinou na quarta-feira (4) que o Governo Federal apresente informações sobre as medidas de combate aos incêndios florestais. A decisão fixa prazo de dez dias.
A cobrança alcança também os estados da Amazônia Legal e do Pantanal. Os governos terão de detalhar o monitoramento, as ações de prevenção e as providências já adotadas, inclusive em terras indígenas.
Na prática, o tribunal passou a exigir relatórios periódicos dos entes federados sobre a evolução do fogo. A resposta precisa mostrar o que cada governo fez e o que ainda está pendente.
Ação no STF acompanha a política ambiental
O caso tramita na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, apresentada pela Rede Sustentabilidade. A ação acompanha as políticas públicas de combate ao desmatamento e aos incêndios na Amazônia Legal e no Pantanal.
O período é sensível. Outubro marca o fim da estiagem mais severa na região. Com a vegetação seca, o fogo avança rápido e atinge áreas de preservação, pastagens e comunidades rurais.
O que esperar daqui para frente
Com o prazo aberto, a expectativa é de que União e estados apresentem nas próximas semanas os relatórios de contingência. O Maranhão precisa explicar quais brigadas estão em campo e como o monitoramento é feito no interior.
O tema já apareceu em outra frente. Em outubro, o blog mostrou que a Amazônia registrou o menor desmatamento em 41 anos, o que não elimina o problema do fogo. Desmatamento e queimada são fenômenos distintos, ainda que se alimentem no mesmo território.
Com informações do Linhares Jr.
O Ludovico



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