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Escola de barro no MA expõe precariedade no ensino rural

Escola de barro no MA expõe precariedade no ensino rural

Escola de barro no MA expõe precariedade no ensino rural

Uma denúncia sobre as condições de ensino na zona rural de Pedro do Rosário, no interior do Maranhão, chamou atenção nesta quarta-feira (4). O caso envolve a Unidade Escolar Leondas Aguiar Raposo, no povoado Barão.

Imagens e vídeos enviados por um morador mostram uma estrutura bastante precária. As paredes são de barro, a cobertura é de palha e a unidade funciona sem energia elétrica. Segundo o denunciante, a escola também não tem banheiro para alunos e profissionais.

Escola de barro em Pedro do Rosário e a rotina dos alunos

Outro ponto que chama atenção é um fogão a lenha, construído em estrutura de barro e usado nas atividades da unidade. De acordo com o relato, o equipamento serve até para o preparo da alimentação dos estudantes.

Até o momento, a Prefeitura de Pedro do Rosário não divulgou posicionamento oficial sobre a denúncia. A comunidade espera que o caso seja apurado e que o município adote medidas para garantir condições adequadas de aprendizagem.

Precariedade que se repete em escolas do Maranhão

A denúncia se soma a outras apurações recentes sobre infraestrutura escolar no estado. No início de novembro, o Ministério Público apontou falhas estruturais no IEMA Manoel Beckman, em São Luís.

Em municípios pequenos, escolas com paredes de taipa e sem energia elétrica ainda aparecem em relatos de moradores e em vistorias de órgãos de controle. A falta de banheiro e de cozinha adequada compromete a frequência e a permanência dos alunos na sala de aula.

O caso de Pedro do Rosário não tem prazo definido para resposta do poder público. A reportagem não localizou documento oficial que confirme obras ou reformas previstas para a unidade do povoado Barão.

Segundo o relato enviado à imprensa, as crianças assistem às aulas em espaço improvisado, com teto de palha e chão de terra. A merenda é preparada em um fogão a lenha construído em barro, dentro da própria unidade.

A ausência de energia elétrica limita a iluminação, a ventilação e o uso de qualquer equipamento, como computador ou projetor. Já a falta de banheiro afeta alunos e professores ao longo de todo o período de aula.

No Maranhão, denúncias sobre escolas rurais precárias costumam chegar ao Ministério Público e aos tribunais de contas. O município é o responsável pelo ensino fundamental e pela merenda, enquanto o estado atua no ensino médio e na rede técnica.

A prefeitura de Pedro do Rosário não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação do poder público.

Com informações de Enquanto Isso no Maranhão.

O Ludovico

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